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Quando parei por alguns minutos para pensar na minha história, percebi que não havia maneira melhor de conduzir uma biografia, se não musicalmente.

LINHA DO TEMPO MUSICAL


1976 - “What a Wonderfull World" - Nasci na cidade do Rio de  Janeiro, no dia 14 de Agosto. Desde então, cresci no bairro do Leblon onde pude viver em contato direto com o mar. Entre 
praças públicas, jardins e clubes sempre fui influenciado musicalmente pelo ambiente em que vivi. Ao meu redor, o cenário musical  trazia “África Brasil” de Jorge Ben, compositor que eu iria cantar pela primeira vez ao subir em um palco, 14 anos depois!

1977 - “Music and Me” - Fui apresentado a diferentes gêneros musicais pela minha família. Lá em casa não se fazia restrição. Não importava se a música era brasileira (mais presente) ou 
internacional, se era Bossa Nova, Rock, Jovem-Guarda, Samba, Música Erudita ou marchinas de carnaval. O que importava, única e somente, era a qualidade musical.

1978- "Os Saltimbancos” - Aos dois anos de idade, completamente seduzido pelos versos de Chico Buarque em “Bicharia", cantava para toda família ouvir ao subir na mesa nas horas de almoço e jantar. Minha mãe assegura terem sido minhas primeiras apresentações como cantor. 
Caso fosse impedido das minhas  precoces performances musicais, iria ás lágrimas em instantes. Até hoje, jamais deixei de ouvir e cantar músicas de Chico; com quem para minha surpresa viria a trabalhar cantando suas canções inéditas no musical "Cambaio", vinte e dois anos depois.

1986 - “Let it Be” - Aos dez anos, fui levado pela minha irmã a um festival de música estudantil. Um dos destaques do festival era um cantor que curiosamente chamava-se Fábio e se apresentou cantando Let it be, dos "Beatles”. Foi amor à primeira vista. A partir daquela tarde, de alguma forma minha relação com a música seria diferente. Eu precisaria dela para viver e dar vida ao que eu tivesse que  dizer. Foi assim, entre letras e acordes de “Let it Be”, que me vi  cantor. Foi assim que escolhi me comunicar através da minha voz com  as pessoas. Dias depois ganhei da minha irmã este clássico disco dos Beatles (fita na época). Foi uma explosão sonora lá em casa. 
Sobretudo um impacto sem precedentes dentro de meu coração! Levei anos para poder traduzir aquilo que senti naquele fim de tarde. Talvez consiga um dia chegar perto da pureza e força daquele sentimento.

1988 - “Asa Branca" - Aprendi a tocar  piano para me apresentar na festa de aniversário de meu pai. Todos os netos (meus sobrinhos) tocaram uma música. Fiquei encarregado de tocar sua música predileta, “Asa Branca". Lembro até hoje de suas lágrimas e seu sorriso de  gratificação. Meu saudoso pai viria a falecer pouco mais de um ano depois. Além da excelente educação e estrutura que me deu, deixou em minha lembrança o pedido para que eu viesse a estudar canto um dia. 
Acreditava que eu tinha uma bela voz, que deveria ser, segundo ele, “lapidada".

1990 - “Patience” - Comecei a estudar as técnicas de canto popular no Centro Musical Antônio Adolfo. Na primeira aula, cantei timidamente para o querido professor Márcio Guerra a balada Rock "Patience" do 'Guns N' Roses. Márcio tranquilizou minha mãe dizendo que  havia um bom material. Lá, estudei, cantei e me apresentei publicamente em diversos Shows Cases e Saraus ao longo de sete anos de estudo. Meu contato com a música brasileira só viria a crescer mais 
e mais.

1995 - “Gota D' Água”   - Fui convidado a cantar em uma montagem de Gota D' Água, do Grupo T.A.C.A , no Colégio Andrews (de onde vários artistas conhecidos, com os quais flertei esteticamente e/ou profissionalmente, tiveram suas primeiras experiências artísticas). Meu interesse e disponibilidade em ter aulas de teatro cresciam a cada instante. Procurei o teatro como forma de aprender a domar minha timidez. De cantor a protagonista do espetáculo, pude vivenciar outras formas de expressões artísticas. Completamente apaixonado pela arte da interpretação e com prazer em lidar com as canções de uma forma diferente, me deixei embarcar na obra de Chico Buarque e Paulo Pontes. No ano seguinte me matriculei na Faculdade da Cidade para estudar  Artes Cênicas e, por pressão familiar, simultaneamente na Faculdade Cândido Mendes para estudar Direito!

1997 - “Força estranha" - Realizei minha estréia profissionalmente no espetáculo infantil “A Arca de Noé", no qual interpretei o vilão da história. Conheci dentre outros excelentes profissionais, Thereza Falcão, que viria a ser uma parceira nos meus próximos trabalhos e uma 
fiel amiga. O espetáculo de sucesso ficou dois anos em cartaz.

1999 - “Baioque” -  Dei o ponto de partida na minha carreira solo. Motivo de grande alegria, meu show nasceu na hora certa, quando me sentia mais seguro profissionalmente. Coloquei meu canto a serviço de canções e influências da minha história musical. Com seis músicos no 
palco, apresentei um repertório de grande brasilidade no Teatro Ipanema ( na época Teatro Rubens Corrêa), no dia 16 de agosto. O Roberto Carlos que minha mãe tanto ouvia durante a minha infância estava presente no repertório, assim como “Baioque” de Chico Buarque, 'Vaca Profana “de Caetano Veloso”, Segue o Seco “de Carlinhos Brown” e “Eu só quero um Xodó" de Dominguinhos. No repertório "Palavras ao Vento” de Marisa Monte e Morais Moreira, canção que recebi letra e cifras da própria Cássia Éller, que havia gravado a  pouco em seu disco “Com você meu mundo ficaria mais completo". Motivo de muita alegria . A simplicidade e beleza dos verso e melodias dessa canção me comoveram, assim como a generosidade de Cássia ao me 
mandar a canção sem ao menos ter lançado o álbum. Realizei outra apresentação do show, no Hipódromo Up, no mesmo ano. Na platéia estavam artistas da cena teatral carioca e músicos de tamanha significância para a história da Musica popular brasileira.


2000 - Lama-  Um ano após o início de minha carreira como cantor solo, minhas ambições profissionais cresceram consideravelmente. Após a possibilidade de me ausentar do país para estudar fora, decidi permanecer no Rio de Janeiro e dar início ao processo de criação de um novo show! Dentre os destaques do show estavam 'Lama", interpretada por Núbia Lafayete a décadas passadas. O show teve sua estréia no Teatro Villa Lobos e foi assistido por cerca de 4.000 pessoas em apenas quatro apresentações.
Nesse mesmo ano fui selecionado para fazer parte do elenco do aguardado musical Cambaio, de Chico Buarque e Edu Lobo.Com direção musical de Lenine e direção de João Falcão. Tive a felicidade de ver de perto músicas como “A Moça do Sonho”, "Veneta" e "Ode aos Ratos" nascerem. Pude ver suas letras mudarem com o andar do processo de trabalho. Foi acima de tudo um grande aprendizado e oportunidade de trabalho.

2001 - "Ode aos Ratos” - Após a estréia do musical entramos em turnê nacional passando por grandes capitais do país (São Paulo, Recife, BeloHorizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro). Levando ao grande público as novas canções da dupla, assim como "Ode aos Ratos" pela primeira vez !
Passei a estudar a técnicas de canto popular com o mestre e amigo Felipe Abreu, com quem estudo e faço a preparação vocal para os meus shows desde então.
Ao fim da turnê, apresentei no Rio de Janeiro o meu trabalho mais autoral até então." Diário Musical". Um show novo com canções de minha autoria mescladas com canções de outros compositores conhecidos.

2002 - “Canção da América” - Fui selecionado para interpretar Milton Nascimento no teatro, no musical Elis -Estrela do Brasil, com direção de Diogo Vilela. Tive o prazer inenarrável de viver Milton Nascimento para o próprio Milton, ao cantar "Canção da América". Após o espetáculo, em um encontro no camarim com o querido cantor, pude ouvir curiosidades daquela época quando Milton e Elis se conheceram. Comecei a compor  bastante e já tinha repertório para gravar mais de dois discos, apesar de achar que ainda não era a hora. No mesmo ano produzi o show de  alguns cantores. O que me proporcionou trocar afinidades estéticas com artistas como Roberta Sá.

2003- “O Bem do Mar" - No ano em que Dorival Caymmi completou 90 anos, fui selecionado para fazer parte de um musical em homenagem ao compositor e cantor baiano, obtendo boa receptividade da crítica.

2006- “Ah! Onde eu Durmo" - Após três anos afastado do público e direcionado completamente aos estudos, fui selecionado por Miguel Falabella para viver a personagem " Bento ". Um escravo de Dom Pedro I.  Com músicas assinadas por Josimar Carneiro e Miguel Falabella, o 
musical “Império” ficou em cartaz por quase um ano no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Meu trabalho foi muito bem recebido por público e crítica com a interpretação da canção "Ah ! Onde eu drumo senhor "

2008 -” Além do que se vê “- Após ficar em cartaz com o espetáculo "AIDA", de Elton John, na cidade de São Paulo por cerca de dois meses , fui morar fora do país, passando uma temporada em Nova York .Cidade a qual vou desde criança. E como não poderia deixar de acontecer, fui tomado por toda energia cultural da cidade. Onde  estudei as técnicas de canto com professores especializados em musicais e preparação  vocal como Mary Streakian. Tive diferentes experiências musicais, como audições; cantar por alguns instantes com o ícone Madonna, de 
supetão, no “Madison Square Garden”; e a criação do um novo show, que. teve sua estréia no Brasil ,logo após o meu retorno ao país.

2009 - “Eu Amo Demais" - Inicio o ano com duas apresentações do meu novo show no Teatro Municipal Café Pequeno, no Rio de Janeiro. Dias 21 e 28 de janeiro, com bela resposta do público. No show apresento um repertório marcante com músicas criadas nos anos 60, em sua maioria. Dentre elas “Eu amo demais" de Renato Correa, cantada por Roberto Carlos, "Tributo a Martin Luther King", e, entre outros compositores, algumas músicas dos Beatles.

Fui convidado a fazer parte do musical "Tom & Vinícius" em  cartaz no Teatro João Caetano e com uma agenda de shows a ser cumprida até o projeto do meu primeiro álbum. Vou construindo minha carreira, focando na qualidade e liberdade artística, sem perder o 
olhar em direção ao grande público. Procuro oferecer uma boa pesquisa de repertório, junto ao entretenimento, flertando com outras formas de manifestações artísticas.
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Carioca, cantor de voz forte e timbre marcante, presença cênica de impacto, FÁBIO VENTURA estreou seu primeiro show solo em 1999 e ao final de 2000 já tinha sido visto por mais de 4 mil pessoas no Rio de Janeiro,após apenas cinco apresentações (Teatro Ipanema,Teatro Villa Lobos,Café Teatro Arena,Hipódromo Up,Garden Hall ,etc). Viajou o Brasil com a montagem original de "Cambaio" (2001), de Chico Buarque e Edu Lobo (direção musical de Lenine e direção de João Falcão);apresentou seu show mais autoral "Diário Musical",com direção de Thereza Falcão(2001), viveu Milton Nascimento no musical "Elis"(2002, a convite do diretor Diogo Villela); e deu voz ás lindas canções de Dorival Caymmi no espetáculo "O Bem do Mar "(2003,direção de Antonio de Bonis), com fartos elogios da crítica.

Recentemente o cantor esteve em cartaz em "Império "de Miguel Falabella e Josimar Carneiro, onde teve seu destaque reconhecido por diversos críticos e pelo público que compareceu ao espetáculo, que ficou em cartaz por quase um ano, no Teatro Carlos Gomes no Rio de Janeiro. Após uma temporada em São Paulo no início de 2008 com o espetáculo de sucesso de Elton John e Tim Rice, "Aida", Fábio foi morar em Nova Iorque, onde passou mais de três meses se dedicando ao estudo do canto e assistindo a novas produções de diferentes origens musicais.

Enquanto esteve presente na cidade, que é marcante também por sua diversidade cultural o cantor viu nascer, o repertório de sua mais nova produção, fruto do contato com outros artistas e outras formas de manifestações artísticas. Com a influência da música internacional unida a forte referências da música popular brasileira, Fábio Ventura defende um repertório que mesmo moderno, consegue ser saudosista ao mesclar várias canções da década de 60 com músicas contemporâneas conhecidas do grande público e outras canções inéditas.

Com versos como "Eu sinto a falta de um tempo que não viví" e "I'll make you happy baby, just wait and see" o show se faz retrô ao revisitar o Roberto Carlos de 1968, Cassiano (Eu Amo Você Menina), o doce trio de garotas Rounettes e ao mesmo tempo dançante com releituras de Wilson Simonal (Nem Vem que não tem e Tributo a Martin Luther King), "Begging" do cantor norte americano, Frankie Valli, The Beatles e a contemporânea Amy Winehouse. No repertório encontram-se dentre outras canções conhecidas, algumas composições inéditas.

Ao apresentar seu novo trabalho, com sua voz marcante e figura imponente, FÁBIO VENTURA mostra que está pronta para ocupar um lugar ao Sol no universo da música popular brasileira com seriedade e total dedicação, sem deixar que falte uma energia contagiante em seus shows.

FICHA TÉCNICA
Direção Duda Maia E Fábio Ventura
Direção Musical André Protasio
Produção Lúcia De Sá

MÚSICOS
Adaury Jr Teclado
Leandro Vasques Baixo
Renato Santoro Bateria
Levi Chaves Sopro
Ana Baird Vocal
Melissa Trigo Vocal

Show
Data 9 de Maio
Evento fechado